quinta-feira, 23 de abril de 2015

Theodoro e Mariana-cartas para sentir a infâncide Claudia Freire Lima e Maria Helena Sleutjes, por Clevane Pessoa

THEODORO E Mariana -cartas para sentir a infância

Confesso que quando recebi, de Maria Helena Sleutjes, o livro “ THEODORO E Mariana -cartas para sentir a infância”  , em primeira edição, alegrei-me qual  bentevi   fremindo, pipilando  num fio elétrico da rua, com um azul cerúleo por fundo.Fui criança missivista, e a história, que tem protagonistas duas crianças de oito anos , lembrou minhas próprias ponderações e narraitvs nessa idade.Quando recebi a Medalha Pero Vaz de caminha ,da FALASP, disse a Thaigo de Menezes, seu presidente, que a alegria era maior porque a missiva do português a seu rei, fala de nossa terra original- a primeira carta a descrever a nossa terra e as gentes que habitavam,os verdadeiros donos.
No livro, a, da autora cita e Claudia Freire Lima, troca, esse intercâmbio somatório, bem mostra as indagações, sinceridade e ternuras dessa faixa etária. A ingenuidade e clareza ficam patentes-e lembro-me de pensar o quão estão as crianças hoje, distanciadas desse prazer de escrever cartas.Eu trocava as minhas, com tias e tios, primos e primas, colegas, avós, professoras, pois mudava muito de cidade ou Estado  –e aos doze, com o primeiro namoradinho, de catorze.
Depois do acidente que levou meu marido para outra dimensão, encontrei em sua agenda séria , clean, de engenheiro, uma carta, um poema.E , em sua gaveta, amarradas cm uma fita, todas as cartas que lhe escrevi desde os tempos de namoro.Ele as respondia por telefone, ou às vezes, um postal de aeroporto.O grande Fernando Pessoa assinalou que “todas as cartas de amor são ridículas”.Mas trata-se de uma situação ridícula plena de fantasias e crenças no outro.São lindas.Mesmo as de términos,acredito, contém uma carga de lições da vida pessoal .
Sei que já foi feita uma segunda edição, THEODORO E MARIANA – ampliada com novas cartas-afinal, Teodhoro e Mariana cresceram. 
Dessa nova, a imagem.dela, foi dito:” A   ZAGODONI  EDITORA coloca à disposição do público  em geral,  a segunda edição do livro THEODORO E MARINA – CARTAS PARA SENTIR A INFÂNCIA -  que sob a competente coordenação editorial de Adriano Zago, ganhou qualidade nos detalhes de capa e diagramação de seu miolo.  Houve também mudança nas últimas cartas trocadas pelas crianças de forma que a história continua, ganhando nova dimensão.”

O livro é lindo, lúdico, quase um livro-objetos, no plural, com envelopes , fontes manuscritas.A capa  é de Lúcio Sleutjes e Uli Z.Fernandes, Zsuszanna  N.Kilian é responsável pela imagem do miolo.Todos se identificarão com esse registro de fase  infantil, em algum momento.As preocupações, as contestações,a  afetividade.Sei que em todas faixas etárias, haverá leitores para a permuta epistolar de Theodoro e Mariana, que a gente passa a amar depois de conhecer.

Clevane Pessoa

Escritora, psicóloga.

terça-feira, 24 de março de 2015

FolhArtes-Claudio Márcio Barbosa



Folhartes


No terno sopro do vento
Desgarradas folhas bailam
Em comunhão um voo
Na imensidão
Espetáculo da mãe natureza
A explicita consonância
Em um pouso
Que a sintonia harmônica
Desenha... poetisa...
Sobre a mesa
Que de certo
Em sua origem
Folhas se desgarram
E em suas frestas
A luz revela vida
Hoje é cenário
Das lentes da sensibilidade
Da alma da poeta
Que contempla a comunhão
No cerne da inspiração.

Claudio Márcio Barbosa 
Poema , pelo Dia Mundial da Poesia, inspirado na foto de minha autoria, FOLHAS.
Clevane Pessoa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Coletiva -Meu mano Nildo Pessoa -em Juiz de Fora, Anos 70


O crédito  das fotos é de Eduardo Lopes da Silva (meu marido) .Estávamos  recém casados e em belo Horioznte-MG e fomos a Juiz de Fora, visitar a expo de Nildo.A este, ensinei pequeninho os primeiros passos em desenho, mas ele logo libertou-se e criou sua estilística.

Meu mano Nildo Pessoa e eu, entre nós, uma de suas telas que vi nascer...E depois, já pronta na expo.

Meu mano Nildo pessoa e eu


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Minha mãe, Terezinha do Menino Jesus, entre nós.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Carlos Bracher-Expo em Belo Horizonte.Mg-Brasil

O CCBB Belo Horizonte apresenta a exposição Bracher – Pintura e Permanência.  A mostra é uma retrospectiva do pintor mineiro Carlos Bracher, considerado um dos grandes mestres brasileiros da pintura a óleo sobre tela.  Confira:http://bit.ly/bracher

Quando minha família retornou a Juiz de Fora, em 1964, pouco depois fui trabalhar na Gazeta Comercial.Carlos Bracher  com uma pintura do cemitério, da Glória,ainda jovem, ganhou um prêmio de  Viagem ao Estrangeiro.À França.À redação, chegavam notícias, comentava-se sobre o jovem talentoso,  depois conheci os tios, artistas, o pai , Waldemar, que era professor e  num congresso de cientistas, ministrou aula magistral sobre os átomos !transmigarando incessantemente  entre os seres, o que deslumbrou a jovem que eu era, que .Estive no castelinho  onde moravam, bem no alto, quando Fayga Ostrower ministrou lá curso de litogravura. Entrevistei Décio Bracher, arquiteto, um gentleman, que no ano passado deixou o Planeta, Era na Galeria de Arte Celina, nome dado em homenagem á sua irmã, que jovens , durante a clandestinidade, passavam o dia, ou se escondiam por algum tempo .De lá, eu os levava a almoçar em casa de meus pais.Mas nunca o conheci, não o entrevistei, apenas o admiro e quando o vi pintando ,braços em tempestade, pela TV, parecia-me rever um velho conhecido.É um belo homem, um talento.Também acompanhei sua esposa,a Fanny, que igualmente é artista..
Espero poder ir ver essa exposição, já que resido em Belo Horizonte.Parece-me imperdível! 
Clevane Pessoa.

Para saberem mais, leiam no ótimo blog Arte em Ouro preto (onde Carlos Bracher reside):

:http://www.arteemouropreto.com.br/portal/iConteudo/Default.aspx?ano=188&sano=0&i=1

"segunda-feira, 9 de dezembro de 2013


"LIVRO E EXPOSIÇÕES ITINERANTES DIFUNDEM A OBRA DE CARLOS BRACHER NA EUROPA
Há alguns dias, o projeto Arte em Ouro Preto recebeu do artista Carlos Bracher um exemplar digital do livro que leva seu nome, lançado em outubro na Feira de Frankfurt, Alemanha, pela prestigiada editora de artes Nicolai Verlag. O prazer é grande, pois, além de se ter uma síntese retrospectiva dos mais de 50 anos de vida dedicados à pintura, a espetacular seleção de obras, os ensaios e textos críticos publicados dão a dimensão da superioridade do trabalho do artista.
Livro_Carlos_Bracher.jpgDepois do ensaio crítico “Aparição Musical da Vontade”, assinado pelo professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP), João Adolfo Hansen, o texto “Introdução à Retrospectiva de Carlos Bracher”, escrito pelo professor e crítico de arte alemão Dieter Alexander Boeminghaus, nos orienta a percorrer as quase duzentas páginas do livro, dividido em séries de pinturas, ilustradas com telas diversas do artista e textos críticos de personalidades brasileiras, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, que em atitude elogiosa escreveu sobre o artista: “Encontrei-me com Minas Gerais através da pintura de Carlos Bracher. É o maior elogio que, de coração, lhe posso fazer. Viva Minas!”
Antes de realizar análise crítica sobre a obra de Carlos Bracher, o crítico alemão narra a experiência gratificante em descobrir a exuberância intensa da pintura do artista, ao receber 47 telas para serem expostas no castelo de Pfaddendor, em Dusseldorf, Alemanha.  Ele explica que “escolhidas pelo próprio artista, as telas compreendem período de criação de  1961 a 2006, tendo estado antes em exposições em Bruges, Bruxelas, Moscou e Praga. Ainda segundo o crítico, o artista pintou mais de dez mil quadros, recebeu o mais importante prêmio brasileiro de pintura – o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro – e realizou exposições individuais em diversas cidades brasileiras e em países como Paris, Roma, Milão, Londres, Roterdan, Haia, Madri, Lisboa, Pequim, Kingston, Chile, Bogotá e Montevidéu. E cita, ainda, os cinco livros publicados sobre o artista.
Ao apreciarem as telas recebidas para a exposição, Boeminghaus e seu colega, Max Krieger, constataram que “durante toda a sua vida, Carlos Bracher se concentrou em determinados motivos: retratos, flores, marinhas, paisagens e paisagens urbanas". E mais que isso...  Eles se sentiram atraídos pela “luminosidade das obras”. Ele conta: “Eu me perguntei: como é que ele conseguiu criar essa intensidade?” Ao se debruçar sobre a obra do artista brasileiro, o crítico alemão observa que não é a escuridão a princípio percebida nas telas, mas, sim, a luminosidade que lhes dá força e intensidade artísticas. E conclui: “A luz que irradia é o tema de Carlos Bracher. Indo mais além, encontra no céu e na maneira que ele se reflete sobre as coisas retratadas (flores, fachadas, telhados etc) a consistência necessária para a compreensão da obra do artista. E afirma: “todos os objetos que estão presentes em seus quadros são como um espelho. Na superfície das coisas se reflete a clara luz que vem do céu.”
A partir daí, nasceu uma empatia forte e positiva em relação às obras apresentadas, que resultou não apenas em mais uma exposição (temporária) programada, com em livro retrospectivo da carreira do artista, com a finalidade de difundir em publicação bilíngue (inglês-português) a obra de Carlos Bracher. Os motivos identificados pelos curadores coincidem com a narrativa do livro, dividido nas séries “Flores, Juiz de Fora, Europa e outros temas” (1961-2013), “Ouro Preto” (1964-2013, “Homenagem a Van Gogh” (1990), “Siderurgia” (1990), Brasília (2006-2007), Petrobrás (2012), Retratos e Auto-retratos (1961-2003). Resta esperar pela versão impressa para apreciar de maneira mais completa a trajetória de Carlos Bracher, sem dúvida, um dos maiores artistas modernistas brasileiros."

Neste novembro de 2014, rememoro Alécio Cunha, que deixou o Planeta há cinco anos...

O Jornalista e Poeta Alécio Cunha, de Belo Horizonte, passa para outra dimensão

Postado por Clevane Pessoa em 30/11/2009 17:22:00
Alécio Cunha

"Como enigmática neblina. Quando o pó se esvai, sem chance à Fênix, resta apenas a imagem fugidia de tempo (e)terno." (Alécio Cunha)



Clevane Pessoa (*)



Parte o poeta certamente numa nuvem de estrelas.Ele, que teve a preocupação legítima de preocupar-se com a difusão de outras poetas, de artistas e literatos, sempre causou-me admiração –e o comentava com amigos.lembrava-me meus próprios tempos de jornalista, com página cultural, em Juiz de Fora.

Se entrevistava, ligava-se às respostas dadas, evitando o simples “pingue pongue “

Entre as perguntas e elas.Se assistia a uma representação artística-fosse teatral ou visual,

analisava enredos, protagonismo, personagens . Para escrever resenhas , lia de fato ,um livro.

Muitas vezes, por telefone, elogiei-lhe essa dedicação e senso de veracidade,ele parecia acanhado ao ouvir-me.E eu podia falar, pois não lhe pedira nada, nem mesmo fora por ele entrevistada.Era admiração pura e simples.

Ao receber meu exemplar de “Hoje em Dia”, abria primeiramente o Cadervo “Cultura’ e buscava seus escritos- o que nestes dias de sua internação, era representado pela ausência .

Certa feita, enfim , o conheci pessoalmente, dentro do Parque Municipal Américo Renê Gianetti, em Belo Horizonte, num Dia dos Pais coincidente com o Sementes de Poesia , espaço do Museu Nacional da Poesia-MUNAP- dirigido por Regina Mello, feliz e acompanhado pelo filho.Pessoa simples e agradável, comprometida com a cultura.

Espero que outros alécioscunha venham , tornado seu prenome e sobrenome um adjetivo sinônimo de excelência.

Com alegria, vi que tomara posse na ADL(Academia Dorense de Letras-de Boa Esperança), ele na qualidade de Membro Efetivo, filho as linda cidade à beira do lago ---eu já era Acadêmica Correspondente, proposta quando, após prêmios literários em concursos da mesma, fiz palestra sobre Carlos Drummond de Andrade e fui convidada pelo saudoso Dr. Naves .Mandei ao Aécio e-mail de congratulações a ele e à Academia.

Pouco antes do AVC, mandou-me e-mails pedindo que o lesse no blog aberto( * ).Fui e li, gostei, claro e deixei para escrever a respeito depois.Não deu tempo...
Dizem que as pessoas que morrem, viram santas e passam a ter todas as qualidades lembradas, esquecidos os defeitos.Não é este o caso Alécio Cunha era muito estimado pelo seu modus vivendus, pela sua maneira de ser, pelo seu jornalismo literário.Quando ele estava na UTI, recbi pedidos de prece, de mentalização positiva.Regina Mello, Diretora do MUNAP, uma das que solicitou isso.Eu obtinha notícias de Wilmar Silva, seu amigo.Havia um quê de comoção no ar quando os literatos e poetas, os jornalistas se encontravam e tocava-se no assunto da UTI, da longa espera de uma melhora.Mas onde apenas mortais limitados de percepção, não podemos ver à frente, o Alto vê.

E se é veraz o que o povo diz, que os verdadeiramente bons vão na frente, talvez seja uma boa explicação.



Leio a breve notícia:



“Morreu na noite desse sábado o jornalista mineiro Alécio Cunha. Ele era repórter e colunista do jornal Hoje em Dia, e estava internado desde 6 de outubro em função de um AVC, no Hospital Vila da Serra.

Alécio era casado com a jornalista Márcia Queiroz e tinha um filho de 8 anos. O velório acontece neste domingo, no Cemitério Parque da Colina. O enterro está marcado para as 16h.”



(http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2009/11/29/noticia_minas,i=137904/MORRE+O+JORNALISTA+MINEIRO+ALECIO+CUNHA.shtml)



Vejo, na foto, seu rosto cor da alma, as feições em reflexo desse espítito iantino .Parece-me uma daquelas pessoas que cumprem a afirmativa latina:”Ad maiora natus sum”(“Nasci para as Coisas do Alto”).



A esposa jornalista há de lembrar o companheiro, o pequeno filho, terá o exemplo do pai na palavra dos que o conheceram.



E nós que aqui ficamos, o aplaudimos e sabemos que ele voa livre e leve, agora.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes



Diretora Regional do inBrasCi

Consultora de Cultura da Associação Mineira de Imprensa-AMI.
Cadeira 05 na AFEMIL(Poeta Cecília Meireles) e
Cadeira 11 na ADL/Mariana (Jornalsta Laís Corrêa de Araújo).
Belo Horizonte, Novembro, 2009







Alécio Cunha
Crônica da casa demolida



Tudo era trapo. Madeira corrompida, ventre de intrépidos cupins. O resto da casa, semi-dizimada, véspera da definitiva demolição, jazia sob sol de verão voraz.
Antes da chegada dos pedreiros e serventes que toparam o serviço, chegou à pretérita morada com uma fábrica de cliques a tiracolo, surrada e negra Kodacolor. A casa assassinada ainda não havia vindo a pique.
Passos lentos, caminha pelas paredes vazadas por martelos, amparadas por escoras, próximas a caçambas lotadas de pedregulhos e falecidos madeirames, descascados e podres.
As fotos são tímidas. Passeando pelos escombros, encontra a parte intacta da residência dos avós, onde a imagem quebradiça do Sagrado Coração de Jesus ocupa o alto parietal, próximo ao forro rasgado. Recolhe a peça, retira meticulosamente o vidro e guarda o tecido úmido, cheio de furinhos, óleo sobre tela, testemunha, ali do alto, de tantos encontros e desencontros, rancores e amores.
Resgata a pintura numa sacola e prossegue a caminhada. Curta, breve, átimo de segundo, comparado às quase nove décadas de vida da casa. Recorda o umbral da janela, as fortes tramelas de madeira, a chuva de antigos janeiros, fecunda em ventania e enxurrada, cachoeira aos olhos meninos.
Os barquinhos de papel-jornal, devidamente manipulados pelo avô, eram arremessados janela abaixo. É o primeiro contato com o universo da tragédia. Os naufrágios pioneiros integram batalhas navais imaginárias, estratégias militares que se repetem no amplo quintal, onde sabugos de milho, metamorfoseados em guerreiros, disputam o Santo Graal. O limoeiro é a Távola Redonda. Excalibur, a desejada espada, contenta-se com o formato de um canivete enferrujado.
O chiqueiro, lá atrás, escondido, na divisa entre o terreiro e o espaço vizinho, não guarda mais o ardido cheiro suíno, a lembrança travestida em trauma dos porcos castrados, berrando, sendo caçados sem dó nem piedade, antes de serem transformados em apetitosos torresmos. A dor dos leitões amarrados e trucidados era também o prazer comensal. Paradoxos desta doideira ao qual batizam vida. Do galinheiro, sobram pequenas minudências do gradil, envoltos em estrutura danificada.
Ele pega a câmera e, num último clique, registra a paisagem desolada. Na memória, secura do tempo presente, é cessado o espaço à epifania. Abandona a casa enquanto ouve os ruídos da chegada operária. Afasta-se, vagaroso, do ambiente. Na esquina da rua, encruzilhada à sombra da imponente Igreja Matriz, assiste, perplexo, ao crime. Menos de uma hora depois, espessa nuvem de poeira cobre o local. Como enigmática neblina. Quando o pó se esvai, sem chance à Fênix, resta apenas a imagem fugidia de tempo (e)terno." `



Postado em 29 de Setembro, 2009

(*)http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/colunas-artigos-e-blogs/semanais/alecio-cunha-1.350?month=8&year=2009

Fonte:http://www.eunanet.net/beth/news_coluna.php?col=75&pst=800

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Três momentos poéticos-Clevane Pessoa


E acordei a cantarolar baixinho, sem alarido, nem tatalar de asas...
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 O artista e autor Luiz Carlos Rufo, in Memoriam(estávamos escrevendo um livro quando ele partiu para outra dimensão), surpreendeu-me certa vez, enviando-me esse card com um poemeto de minha autoria, montado ao lado de sua escultura "Adão e Eva".
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Usei essa imagem recebida ela Internet, para escrever um poemeto para Luna Iasmin, minha netinha,quando era bebê.